segunda-feira, 21 de maio de 2012

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

Gisele Curi de Faria

É o ramo da filosofia que se dedica à reflexão sobre a educação, os sistemas educativos, a sistematização de métodos de didáticos entre diversas outras temáticas ligadas à educação. Seu foco principal é a relação entre a educação e a sua aplicação na sociedade.
Talvez seja mais pertinente perguntar: para que filosofia na educação? A resposta é simples: porque educação é, afinal de contas, o próprio “tornar-se homem” de cada homem num mundo em crise.
A educação, de qualquer modo que a entendamos, sofrerá necessariamente o impacto dos problemas da realidade em que acontece, sob pena de não ser educação. Em função dos problemas existentes na realidade é que surgem os problemas educacionais, tanto mais complexos quanto mais incidem na educação todas as variáveis que determinam uma situação. Deste modo, a “Filosofia na educação” transforma-se em “Filosofia da Educação” enquanto reflexão rigorosa, radical e global ou de conjunto sobre os problemas educacionais. De fato, os problemas educacionais envolvem sempre os problemas da própria realidade.
Kneller (1972. p. 146), afirma: “se um professor ou líder educacional não tiver uma filosofia da educação, dificilmente chegará a algum lugar. Um educador superficial pode ser bom ou mau. Se for bom, é menos bom do que poderia ser e, se for mau, será pior do que precisava ser”. Não há, portanto, como fugir à filosofia no campo da educação.


Bibliografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_da_educa%C3%A7%C3%A3o
http://educalara.vilabol.uol.com.br/

TEORIA DOS DOIS MUNDOS

Gisele Curi de Faria

Platão em seus estudos conheceu e se aprofundou nas teorias de dois dos maiores filósofos pré-socráticos, Heráclito de Éfeso e Parmênides de Eléia. Antagônicas entre si, Platão reconheceu certo acerto na filosofia de ambos os filósofos e procurou resolver o problema criando sua própria teoria.
De Heráclito, Platão considerou corretas as percepções do mundo material e sensível, das imagens e opiniões. Para ele, a matéria era algo imperfeito, em constante estado de mudança.
Concluiu, no entanto, que Parmênides também estava certo ao exigir que a Filosofia se afastasse desse mundo sensível, para ocupar-se do mundo verdadeiro, visível apenas ao puro pensamento.
Com um toque de seu mestre Sócrates, de quem Platão aproveita a noção de logos, está criada a teoria platônica e a distinção dos mundos sensíveis e inteligíveis.
Platão afirma haver dois mundos diferentes e separados:
1) o mundo sensível, dos fenômenos e acessível aos sentidos; e
2) o mundo das ideias gerais (inteligível), "das essências imutáveis, que o homem atinge pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos".

Bibliografia
http://www.webartigos.com/artigos/platao-e-a-distincao-entre-o-mundo-sensivel-e-o-mundo-das-ideias/6969/

A Teoria Maiêutica defendida por Sócrates

Gisele Curi de Faria

MAIÊUTICA
A teoria foi elaborada por Sócrates no século IV a.C. Através desta linha filosófica ele procura dentro do Homem a verdade. É famosa sua frase “Conhece-te a ti mesmo”.
Através de questões simples, inseridas dentro de um contexto determinado, a Maiêutica dá à luz idéias complicadas.
Mas, afinal, em que consiste a “maiêutica”? Consiste em “fazer perguntas e analisar as respostas de maneira sucessiva até chegar à verdade ou contradição do enunciado” (TELES, 1995, p. 31).
Desta forma, este método faz com que as pessoas comecem a pensar a partir daquilo que não conhecem, ou seja, pela ignorância. Daí a sua famosa frase: “eu só sei que nada sei”.

Bibliografia
http://www.infoescola.com/filosofia/maieutica/

Método Pedagogizador e a prática educacional voltada para a intersubjetividade

Gisele Curi de Faria


“A educação com estilo “pedagogizador”, se resume a instruir, reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno”. É o tipo de saber engessado, onde o que é ensinado está muito distante da vida social do aluno.
Essa postura de educação está a serviço de uma sociedade mercadológica e tecnocrática. Daí as propostas pedagógicas estarem direcionadas a uma aplicação de técnicas a um sujeito, o aluno, tratado meramente como um objeto a ser conhecido e treinado para atender as exigências do mercado. A alfabetização através da leitura de textos e cartilhas com frases sem ligação com o mundo do aluno é um exemplo disso.
De outro lado, temos um modelo de educação calcado na intersubjetividade que é o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas.
De acordo com (JARDIM, BORGES FREITAS at al, 2011): “em uma educação guiada pela intersubjetividade, temos em vista a valorização social, política, econômica e ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade das sociedades contemporâneas.” Uma educação verdadeira deve se pautar na intersubjetividade, contribuindo para que o aluno aprenda através da interpretação e análise crítica dos fenômenos culturais do seu cotidiano levando-os ao exercício de uma prática de saber construtivo à sua vida.

sábado, 12 de maio de 2012

Pensamento Educacional de Platão e Aristóteles

Gisele Curi de Faria

PLATÃO
O pensamento educacional de Platão não se encontra totalmente diferente do conceito que temos hoje de uma educação completa. Para Platão existe uma estreita e necessária relação entre Política, Conhecimento e Educação. De acordo com (JARDIM, BORGES FREITAS et al,), Platão sugere o sentido da Educação como: ”Paidéia (Educação integral – corpo e alma), como um meio de construção de uma república ideal, sedimentada no Bem, no Justo e no Belo, ele dá um caráter muito parecido com o que entendemos por educação hoje.” (2011, p. 123)
Platão defendia que toda educação era de responsabilidade estatal e,ainda, reivindicava o acesso universal à educação e a mesma instrução para meninos e meninas. Platão defendia essas ideias por ser opositor ao sistema democrático que vigorava em Atenas, principalmente porque ele dava poder a pessoas despreparadas para governar.
Rejeitava e educação grega praticada pelos sofistas que eram encarregados de transmitir conhecimentos técnicos, principalmente de oratória, para os jovens da elite, que deveriam se tornar aptos para ocupar as funções públicas.
Para Platão o ensino deveria durar 50 anos.Nos primeiros anos de vida, dos 3 aos 6 anos, as crianças deveriam participar em jogos educativos, em jardins especialmente concebidos para elas e sob atenta vigilância. Não muito diferente do que temos em nossas escolas do período preparatório. Aos 07 anos começaria a educação propriamente dita. Esse tipo de educação que abrange a vida inteira tem como único objetivo a preparação de poucas pessoas para assumir o cargo de governantes, aptos a tomar as rédeas do governo para o bem do estado. “Em suma, todo o sistema educativo de Platão se baseia na procura da Verdade cuja posse definirá o verdadeiro filósofo e também o verdadeiro político.” É, nesse sentido, que o pensamento educacional de Platão fixou-se nessa necessidade e possibilidade de qualificação do ser para a vida coletiva. Definitivamente, não há senso coletivo sem o empreendimento educacional.


ARISTÓTELES

Aristóteles acreditava que para a educação ideal não há problema com a política (Platão) ou com o discurso (Sócrates), desde que esses sejam acompanhados pela ética.
Assim, há mais dois mil anos, Aristóteles já compreendia o ensino educacional como uma virtude democrática a ser construída com base na disciplina e no hábito. A Educação do homem, em sua integridade, deveria abranger os diversos campos do saber, com um enfoque sobre o desenvolvimento moral e cívico, além do aprimoramento dos valores internos.
O hábito da virtude moral dignifica o ser humano, porque os bons hábitos são fundamentais para realizarmos as atividades cotidianas com excelência. O professor, responsável pela democratização do conhecimento, depara-se diariamente com situações embaçadoras, como das crianças que não utilizam de boa educação e equilíbrio nas atitudes para com os próprios professores e colegas.
"A educação, para Aristóteles, é um caminho para a vida pública". Cabe à educação a formação do caráter do aluno


http://www.efdeportes.com/efd155/aristoteles-um-olhar-sobre-a-educacao.htm
http://www.slideshare.net/soares204/pensamento-educacional-de-plato-e-aristteles

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ontologia

Cursista: Gisele Curi de Faria

Ao afirmar a necessidade de uma ciência que estudasse o ser enquanto ser, voltada para os primeiros princípios e as causas mais elevadas, Aristóteles distinguiu-a como filosofia primeira e deu, assim, o primeiro passo para o advento da reflexão ontológica, dois mil anos antes da entrada do termo "ontologia" no vocabulário filosófico.
Ontologia (do grego ontos, "ser", "ente"; e logos, "saber", "doutrina") é, em sentido estrito, o "estudo do ser" e, desse modo, pode equivaler à metafísica. Desde o século XVII, e sobretudo na filosofia moderna, o termo ontologia passou a designar o estudo do ser enquanto tal.
Há duas maneiras possíveis de entender a ontologia, ou seja, dois aspectos segundo os quais se pode estudar o ser. O primeiro é o aspecto dito "existencial": a ontologia, nesse caso, consiste em um saber sobre aquilo que é fundamental ou irredutível, comum a todos os entes singulares. Em outros termos, seria a ciência de um ente primeiro ou primordial em que todos os demais se sintetizam.
A segunda maneira de conceber a investigação ontológica refere-se ao aspecto "essencial" do ser e estabelece como meta a determinação daquelas leis, estruturas ou causas do ser em si. Alguns filósofos preferem separar a metafísica, identificada com a ontologia de tipo "existencial", de uma ontologia propriamente dita, definida como teoria formal dos objetos. Outros se opõem a essa divisão e defendem a unidade filosófica no estudo do ser.

http://www.estudantedefilosofia.com.br/conceitos/ontologia.php